ProvadoPRV

PROVADO (PRV) — Whitepaper v0.1

Reputação verificável para análise de mercado Rascunho para discussão — setembro de 2026


Sumário

  1. Resumo executivo
  2. O problema
  3. A solução
  4. Como funciona o protocolo
  5. O token PRV
  6. Tokenomics
  7. Arquitetura técnica
  8. Governança
  9. Segurança e riscos
  10. Aspectos regulatórios (Brasil)
  11. Roadmap
  12. Equipe e tesouraria
  13. Plano passo a passo de execução
  14. Glossário

1. Resumo executivo

Provado é um protocolo onde analistas de mercado publicam previsões (calls) com stake em jogo e têm seu histórico registrado de forma imutável e auditável em blockchain. Quem acerta constrói reputação e recebe recompensas; quem erra perde parte do stake. Seguidores pagam apenas por acesso a analistas com histórico comprovado — não por promessas.

O token PRV é o ativo que faz o sistema funcionar: é usado como garantia (stake) nas previsões, como meio de pagamento por assinaturas e como direito de voto na governança.

Em uma frase: Provado transforma "confie em mim" em "verifique meu histórico".


2. O problema

O mercado de sinais e análises de criptomoedas movimenta bilhões, mas opera quase sem responsabilização:

Nenhuma dessas falhas se resolve com "mais um grupo". Elas exigem uma camada de registro neutro, com custo de mentir e prêmio por acertar.


3. A solução

Provado é uma camada de registro e incentivos com três participantes:

Participante O que faz O que ganha
Analista Publica calls com stake em PRV Recompensa por acerto + assinaturas
Seguidor Assina analistas com histórico Acesso a calls antes da execução
Verificador Roda oráculos que resolvem as calls Taxa de verificação em PRV

Princípios de design

  1. Registro antes do resultado. Uma call só conta se for registrada em blockchain com hash e timestamp antes do evento previsto.
  2. Stake proporcional à confiança. O analista escolhe quanto apostar; quanto maior o stake, maior o peso da call na reputação (e maior a perda em caso de erro).
  3. Resolução objetiva. Calls são resolvidas por oráculos de preço (ex.: "BTC acima de X até a data Y"), não por opinião.
  4. Reputação como ativo. O score do analista é um NFT não transferível (soulbound) que ele carrega para qualquer plataforma.

4. Como funciona o protocolo

4.1 Ciclo de vida de uma call

Analista → cria call (ativo, direção, alvo, prazo, stake)
        → call é registrada on-chain (hash + timestamp)
        → conteúdo fica oculto para não-assinantes até o prazo
        → prazo vence → oráculo consulta preço → call resolvida
        → ACERTO: stake devolvido + recompensa do pool
        → ERRO: parte do stake vai para o pool de recompensas
        → score de reputação é atualizado

4.2 Estrutura de uma call

Campo Exemplo
Ativo BTC/USDT
Direção Alta
Preço de referência 71.400
Alvo 76.000
Invalidação (stop) 69.800
Prazo 14 dias
Stake 500 PRV
Confiança declarada 70%

4.3 Resolução

Os preços são obtidos de oráculos descentralizados (Chainlink ou Pyth) com agregação de múltiplas fontes, o que elimina disputa manual.

4.4 Score de reputação

O score não é uma simples taxa de acerto — isso premiaria quem faz calls fáceis. Ele combina:

4.5 Assinaturas

Seguidores pagam em PRV para ver calls de um analista antes da resolução. O analista define o preço. O protocolo retém uma taxa (ver seção 6) e o restante vai para o analista.

4.6 Penalidades e anti-manipulação


5. O token PRV

5.1 Funções

Função Descrição
Stake Garantia obrigatória em cada call
Pagamento Assinaturas de analistas e taxas do protocolo
Governança Voto em parâmetros (taxas, penalidades, oráculos, tesouraria)
Verificação Verificadores fazem stake de PRV para operar nós de resolução

5.2 Especificação


6. Tokenomics

6.1 Distribuição inicial

Alocação % Tokens Vesting
Recompensas do protocolo 35% 350M Emissão programada em 6 anos, decrescente
Tesouraria da DAO 20% 200M Desbloqueio via governança
Equipe e fundadores 15% 150M Cliff 12 meses, vesting linear 36 meses
Investidores iniciais 12% 120M Cliff 6 meses, vesting linear 24 meses
Liquidez inicial (DEX) 8% 80M Travada 24 meses
Venda pública 6% 60M Sem lock
Airdrop / comunidade 4% 40M 50% no TGE, 50% em 6 meses

Racional: mais de metade do supply vai para quem usa e governa o protocolo. Equipe e investidores somam 27% com vesting longo — abaixo da média do mercado, sinalizando compromisso de longo prazo.

6.2 Fluxo de valor

Assinaturas ─┐
Taxas de call ─┼──► Taxa do protocolo (10%) ──► 50% queima
Penalidades ──┘                                 30% pool de recompensas
                                                20% tesouraria

6.3 Emissão programada (recompensas)

Ano Tokens emitidos % do total de recompensas
1 105M 30%
2 87,5M 25%
3 70M 20%
4 45,5M 13%
5 28M 8%
6 14M 4%

A emissão alta no início atrai analistas antes de existir volume de assinaturas; depois, o protocolo precisa se sustentar com taxas reais.

6.4 Mecânica do stake


7. Arquitetura técnica

7.1 Camadas

┌──────────────────────────────────────┐
│  Frontend (web + app)                │  Next.js, wallet connect
├──────────────────────────────────────┤
│  Indexador / API                     │  The Graph ou Ponder, cache de scores
├──────────────────────────────────────┤
│  Smart contracts (Base)              │  Solidity
│   ├─ PRVToken.sol (ERC-20)           │
│   ├─ CallRegistry.sol                │  registro e resolução de calls
│   ├─ Staking.sol                     │  stake, penalidade, recompensa
│   ├─ Reputation.sol                  │  NFT soulbound + score
│   ├─ Subscription.sol                │  assinaturas e split de receita
│   └─ Governance.sol + Timelock       │  OpenZeppelin Governor
├──────────────────────────────────────┤
│  Oráculos                            │  Chainlink Data Feeds / Pyth
└──────────────────────────────────────┘

7.2 Privacidade das calls

A call é publicada como commit-reveal: no registro, só o hash vai on-chain (prova de que existia). O conteúdo fica criptografado no IPFS, com chave liberada a assinantes. No prazo, o conteúdo é revelado publicamente para verificação de qualquer um.

7.3 Por que Base

7.4 Stack recomendada


8. Governança


9. Segurança e riscos

Riscos técnicos

Riscos econômicos

Riscos de mercado


10. Aspectos regulatórios (Brasil)

Esta seção é um mapa de pontos de atenção, não parecer jurídico. Consulte advogado especializado em criptoativos antes de qualquer lançamento.


11. Roadmap

Fase Período Entregas
0 — Fundação Meses 1–2 Whitepaper final, estrutura jurídica, equipe núcleo, identidade visual
1 — Protótipo Meses 3–5 Contratos em testnet, frontend básico, 50 analistas beta convidados
2 — Auditoria Meses 6–7 Duas auditorias, bug bounty, correções
3 — TGE Mês 8 Lançamento do token, liquidez na DEX, airdrop para beta testers
4 — Mainnet Meses 8–10 Protocolo em produção com limites de stake, programa de embaixadores
5 — Crescimento Meses 11–18 Assinaturas, app mobile, integração com TradingView (publicar call direto do gráfico), novos tipos de call (ações, forex)
6 — Descentralização Meses 18–24 Transferência de controle para a DAO, dissolução do multisig

12. Equipe e tesouraria

Equipe mínima viável para chegar ao mainnet:

Orçamento estimado até o mainnet: US$ 250 mil a 500 mil, sendo auditorias a maior linha isolada (US$ 60 mil a 150 mil). Esse valor é o que a rodada de investidores iniciais precisa cobrir.


13. Plano passo a passo de execução

Etapa 1 — Validar a ideia (semanas 1–4)

  1. Entrevistar 20 analistas e 30 seguidores de grupos de sinais. Pergunta central: "você registraria suas calls com dinheiro em jogo?"
  2. Montar uma landing page com lista de espera.
  3. Rodar um piloto sem blockchain: planilha pública + hash das calls publicado no Twitter/X. Se ninguém quiser participar sem token, não vai querer com token.
  4. Critério de continuar: pelo menos 15 analistas dispostos a entrar no beta.

Etapa 2 — Estrutura (semanas 5–8)

  1. Consultar advogado de cripto sobre estrutura (fundação + empresa) e enquadramento do token.
  2. Definir cap table e acordo de fundadores.
  3. Fechar a equipe núcleo (pelo menos o dev Solidity sênior).
  4. Finalizar o whitepaper com feedback do piloto.

Etapa 3 — Construir (semanas 9–20)

  1. Escrever os contratos com Foundry; cobertura de testes acima de 90%.
  2. Deploy em testnet (Base Sepolia).
  3. Frontend mínimo: conectar carteira, criar call, ver score, assinar analista.
  4. Beta fechado com os analistas do piloto usando tokens de teste.
  5. Iterar a fórmula de score com dados reais do beta.

Etapa 4 — Financiar (paralelo à etapa 3)

  1. Preparar pitch deck e data room.
  2. Rodada com fundos de cripto e anjos: 12% do supply por US$ 300–500 mil (define valuation inicial).
  3. Alternativa se não conseguir rodada: lançamento justo (fair launch) com escopo reduzido e equipe menor.

Etapa 5 — Segurança (semanas 21–28)

  1. Contratar duas auditorias (ex.: uma boutique + uma grande).
  2. Corrigir tudo o que for crítico e alto; publicar os relatórios.
  3. Abrir bug bounty.

Etapa 6 — Lançar (semanas 29–32)

  1. Deploy dos contratos em mainnet com multisig.
  2. Criar pool de liquidez PRV/ETH em DEX (Aerodrome ou Uniswap na Base) e travar a liquidez.
  3. Airdrop para beta testers.
  4. Abrir o protocolo com limites de stake baixos, aumentando semanalmente.

Etapa 7 — Crescer (mês 9 em diante)

  1. Programa de embaixadores: analistas com score alto recebem PRV extra por trazer seguidores.
  2. Publicar rankings semanais — o ranking em si é marketing.
  3. Integração com TradingView e Telegram (bot que registra a call on-chain a partir de uma mensagem).
  4. Listagens em CEX apenas depois de volume orgânico comprovado — listar cedo demais só atrai especulação.

O que evitar


14. Glossário